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Campus adquire tecnologia de georreferenciamento

Equipamento corrige coordenadas em tempo real e aprimora estrutura do laboratório na área de Geoprocessamento
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 21/03/2018 12h04
  • última modificação 21/03/2018 12h04

Alunos de Geoprocessamento em atividade de campo: base para diversas outras áreas do conhecimento

Com duas turmas do curso Técnico em Geoprocessamento, o campus do IFMA em São Raimundo das Mangabeiras vem aprimorando seu laboratório setorial, com a aquisição de equipamentos. A mais recente tecnologia a integrar a estrutura do Campus nessa área foi o chamado GNSS RPK, que faz a correção das coordenadas em tempo real.

De acordo com o professor Richardson Soares de Souza Melo, que coordena o curso de Geoprocessamento no Campus Mangabeiras, o equipamento é responsável por georreferenciar inclusive imóveis rurais, uma área que vem registrando grande crescimento, com a chegada à cidade de empresas que prestam serviço nessa área e fornecem informações ambientais para órgãos públicos. Ele destacou que a unidade do IFMA se encontra em uma região agrícola, e esse tipo de imóvel precisa ser georeferenciado para fins de regularização fundiária. Na formação técnica, os alunos se preparam também para realizar a atividade de Cadastro Ambiental Rural.

“Em termos de equipamentos, estamos estruturando o laboratório com computadores, e os alunos fazem desde a geração de dados até o processamento e a geração dos mapas nos computadores utilizando os softwares”, disse Richardson Melo, ressaltando que o laboratório conta com uma linha de equipamento de aquisição de dados, desde nível ótico, teodolito, estação total e GPS de navegação, e atualmente as atividades utilizam tanto softwares livres como KGIS, aplicado na preparação de dados e geração de mapas, quanto programas que permitem trabalhar com imagens de satélites, aplicado na disciplina de Sensoriamento Remoto. Com planos de completar o laboratório ainda este ano, o coordenador mencionou ainda o projeto de aquisição de um VANT, aeronave não tripulada que produz fotografias aéreas, a partir das quais são feitos levantamentos.

Oferecido na forma subsequente (para alunos que já concluíram o Ensino Médio), o curso de Geoprocessamento no Campus Mangabeiras tem duração de um ano e meio e conta com as turmas de 1º e 2º módulos. Richardson Melo informou que esse campo de conhecimento serve de base para diversas áreas, por fornecer informações relevantes para a tomada de decisão em diferentes setores: saúde pública, meio ambiente, infraestrutura, ambiente rural. Além disso, o coordenador do curso considerou que o geoprocessamento serve de fundamento para todas as engenharias, que dependem de informações georeferenciadas e levantamentos topográficos.

Projetos no Campus

Richardson Melo relacionou trabalhos desenvolvidos no Campus, que exemplificam essa integração entre o Geoprocessamento e outras áreas. Um desses estudos se refere à ovoposição do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, na cidade de São Raimundo das Mangabeiras. Segundo o docente, existem 80 armadilhas georeferenciadas em diferentes bairros da cidade, que trarão informações sobre a maior ou menor ocorrência do mosquito, relacionada a outros fatores, como períodos chuvoso e seco ou a presença de animais.

Outro projeto de relevância busca georreferenciar a arborização da cidade, com o objetivo de identificar os bairros mais e menos arborizados, assim como as espécies de árvores predominantes, se há contatos com a rede elétrica e em quais ruas não pode ser feita arborização. “Esse mapeamento traça um perfil de como a cidade está preparada ou não para a arborização”, disse Richardson Melo, que informou ainda a iniciativa de mapear o acesso à alimentação no município, a fim de traçar um perfil socioeconômico dos bairros mangabeirenses, localizando as residências com algum tipo de restrição à alimentação.

 

GALERIA DE IMAGENS

– Curso de Geoprocessamento / Campus São Raimundo das Mangabeiras –

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